Inadimplência rural atinge recorde de 8,8%
A faixa de 30 a 39 anos concentrou o maior percentual de inadimplência
A faixa de 30 a 39 anos concentrou o maior percentual de inadimplência - Foto: Pixabay
A inadimplência entre produtores rurais brasileiros voltou a avançar no primeiro trimestre de 2026 e atingiu 8,8% da população rural, o maior nível da série apresentada para o período. Segundo levantamento da Serasa Experian, o resultado representa alta de 1,2 ponto percentual em relação aos 7,6% registrados no primeiro trimestre de 2025 e avanço de 0,6 ponto frente aos 8,2% do quarto trimestre do ano passado.
O indicador considera pessoas físicas da população rural com dívidas vencidas há mais de 180 dias junto a empresas ligadas ao agronegócio. A trajetória foi de alta contínua ao longo de 2025, passando por 7,9% no segundo trimestre e 8% no terceiro.
Entre os perfis analisados, pessoas sem informação de registro rural tiveram a maior taxa, de 11%. Grandes proprietários apareceram com 9,9%, seguidos por médios, com 8,6%, e pequenos produtores, com 8,3%.
A faixa de 30 a 39 anos concentrou o maior percentual de inadimplência, de 13,6%. Entre 18 e 29 anos, a taxa foi de 12,4%, enquanto produtores de 40 a 49 anos registraram 11,3%. A partir dos 50 anos, os índices recuam gradualmente até 3,8% entre pessoas com 80 anos ou mais.
Na divisão regional, o Norte liderou com 13,2%, seguido por Nordeste, com 10,2%, e Centro-Oeste, com 10,1%. O Sul teve a menor taxa, de 6,2%, e o Sudeste ficou em 7,3%. Entre os estados, o Amapá registrou 21,2%, maior índice nacional, enquanto o Rio Grande do Sul teve o menor, de 5,8%.
O aumento do risco também apareceu no Agro Score, cuja pontuação média caiu de 606 pontos no primeiro trimestre de 2025 para 591 pontos no mesmo período de 2026, sinalizando maior percepção de risco na concessão de crédito.